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sexta-feira, 29 de julho de 2011

Queda do voo 447 da Air France foi provocada por três fatores, diz jornal

A queda do Airbus A330 da Air France que cumpria o voo 447 Rio-Paris foi provocada por três fatores, informa o "Le Figaro". O jornal francês diz que o relatório produzido pelo Escritório de Investigações e Análise (BEA, na sigla em francês), que analisou os dados e gravações das caixas-pretas, informará nesta sexta-feira (29) que o acidente foi causado pelo congelamento das sondas Pitot, perda brusca de velocidade da aeronave e erro de um copiloto.

O avião voo 447 da Air France caiu no Oceano Atlântico em 1º de junho de 2009, matando 228 pessoas.

Segundo o periódico, o relatório vai dizer que a tripulação não conseguiu entender no cockpit os problemas enfrentados pelo avião e que foi incapaz de resolver a situação a tempo de evitar a tragédia.

De acordo com o relatório que o jornal afirma estar antecipando, o copiloto menos experiente não teria recebido treinamento para lidar com perda de velocidade da aeronave.

O "Le Figaro" descreve o que ocorreu na cabine de comando depois que o comandante deixou o cockpit para descansar. Um copiloto experiente assumiu o assento no lado esquerdo da cabine do Airbus; o outro copiloto, o menos experiente, ocupou o assento do lado direito do avião.

Logo após a desconexão do piloto automático, provocada pelo congelamento das sondas externas, o copiloto da direita puxou os controles, levantado o nariz da aeronave e a levando a 37.500 pés.

O relatório vai sustentar que a manobra de puxar o manche “é incompreensível”, pois o procedimento correto no caso seria desacelerar a aeronave e reduzir a incidência, ou seja, empurrando as alças de controle.

Ainda de acordo com a publicação francesa, o relatório dirá que o copiloto da esquerda teria perdido segundos preciosos ao tentar chamar o capitão através de um alarme ao invés de lidar com a pane da aeronave.

Quando o comandante retornou ao cockpit, os copilotos informaram que não estavam entendendo o que estava ocorrendo, mas o comandante "foi incapaz de analisar a situação".

A última informação do relatório, ainda segundo o jornal francês, diz que segundos antes do impacto do Airbus, os controles da aeronave foram levados para o lado esquerdo.

Terceiro relatório
O terceiro relatório do BEA será divulgado nesta sexta-feira. O órgão revelará as "circunstâncias exatas" do acidente. Até agora, oficialmente o BEA considera que um defeito nos sensores de velocidade Pitot foi uma das causas do acidente, mas o órgão sempre ressaltou que a explicação definitiva só seria conhecida quando fossem recuperadas as caixas-pretas.

Acredita-se que o mau funcionamento dos sensores não explicaria por si só o acidente.

Caixas-pretas
As duas caixas-pretas - que registraram os parâmetros do voo e as conversas na cabine dos pilotos - foram resgatadas do fundo do mar no início de maio, após passarem 23 meses a 3,9 mil metros de profundidade no Oceano Atlântico.

Na véspera do anúncio deste novo relatório, a associação Entraide et Solidarité AF447 (Ajuda Mútua e Solidariedade AF 447, numa tradução livre) considerou "inaceitável" a acusação aos pilotos do voo e disse que espera que o documento permita compreender suas reações antes do acidente.

"Queremos a verdade. Queremos detalhes técnicos sobre os últimos três minutos do voo para termos uma ideia das reações dos pilotos", afirmou Robert Soulas, presidente da entidade. Em 27 de maio, a BEA divulgou um relatório, mas, para Soulas, a informação dada foi "muito pequena".

"Com base nas informações fornecidas, acreditamos que as acusações contra os pilotos são inaceitáveis. Eles já não mais estão aqui para poderem se defender, é fácil acusá-los. Precisamos de provas concretas", criticou Soulas, que representa as famílias de 60 das vítimas.

Soulas disse ainda que a operação de retirada dos corpos do fundo do mar já foi concluída e que "esperamos para outubro os primeiros resultados das identificações".

Cinquenta corpos foram resgatados logo após o acidente. Outros 104 foram levados para a França em meados de junho este ano. Entre as vítimas de 32 nacionalidades, estão 59 brasileiros e 72 franceses.

Após o acidente, a Justiça francesa abriu um inquérito. O fabricante europeu de aviões Airbus e a Air France foram acusados de homicídio culposo.

Fonte: Aqui

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Leia o relatório preliminar sobre as caixas-pretas do AF 447

O órgão responsável pelas investigações do acidente com o voo AF 447 na França, o BEA, publicou nesta sexta-feira um comunicado sobre as primeiras constatações obtidas pelo estudo das gravações contidas nas caixas-pretas da aeronave. Segundo o escritório francês, a composição da tripulação estava em conformidade com os procedimentos do operador e os dois copilotos estavam na cabine. O comandante de bordo, que estava em repouso, voltou para a cabine cerca de 1 minuto e meio após a retirada do piloto automático.
Leia o comunicado na íntegra:
Balanço da investigação sobre o acidente do voo AF 447 ocorrido em 1º de junho de 2009
Este texto foi traduzido e publicado pelo BEA a fim de facilitar a leitura pelos falantes brasileiros. Tão exata quanto a tradução possa ser, é o texto original em francês que deve ser considerado como o trabalho da referência histórico do voo
No domingo, 31 de maio de 2009, o Airbus A330-203, matrícula F-GZCP, operado pela Air France foi programado para efetuar o voo regular AF447 entre o Rio de Janeiro Galeão e Paris Charles de Gaulle. Doze tripulantes (3 PNT, 9 PNC) e 216 passageiros estão a bordo. A partida está prevista para as 22h00.
Às 22h10 a tripulação tem permissão para ligar os motores e deixar o pátio. A decolagem ocorreu às 22h29. O comandante de bordo é PNF, um dos copilotos é PF.
O peso na decolagem é de 232,8 t (para um MTOW de 233 t), e inclui 70,4 toneladas de combustível.
À 1h35min15 s, a tripulação informou o controlador ATLÂNTICO que passou o ponto INTOL e anuncia a seguinte estimativa: SALPU às 1h48 e ORARO às 2h00. Ela também transmite o seu código SELCAL e um teste é realizado com sucesso.
À 1h35min46s, o controlador pediu que ele mantenha FL350 e informe sua estimativa para o ponto TASIL.
À 1h55, o comandante de bordo desperta o segundo copiloto e diz "(...) vá tomar o meu lugar".
Entre 1h59min32s e 2h01min46s, o comandante de bordo assiste ao briefing entre os dois copilotos, onde PF disse principalmente que "o pouco de turbulência que você acabou de ver (...) devemos encontrar outras mais à frente (...) estamos na camada, infelizmente não podemos subir muito mais agora porque a temperatura está diminuindo menos rapidamente do que o esperado" e que "o logon com Dakar falhou". O comandante de bordo deixou a cabine.
A aeronave se aproxima do ponto ORARO. Ela voa em nível de voo 350 e à velocidade Mach de 0,82; a atitude longitudinal é de cerca de 2,5 graus. O peso e o centro de gravidade do avião são de cerca de 205 toneladas e 29%. O piloto automático 2 e auto-impulsão são ativados.
Às 2h06min04s, o PF chamou os PNC e lhes disse que "em dois minutos devemos atacar uma área mais agitada do que agora e devemos tomar cuidado lá" e acrescenta "eu lhe ligo logo que sairmos de lá".
O tempo universal (TU) é a referência de tempo utilizado na aviação.
As 2h08min07s, o PNF propõe "você pode, possivelmente, levar um pouco para a esquerda (...)". A aeronave começou uma ligeira virada para a esquerda; o desvio em relação à rota inicialmente seguida é de cerca de 12 graus. O nível de turbulências aumenta ligeiramente e a tripulação decide reduzir o Mach para 0,8.
A partir das 2h10min05s, o piloto automático e em seguida a auto-implusão são desativados e PF anuncia «eu tenho os comandos. A aeronave rolou para a direita e PF exerce uma ação à esquerda e de elevação do nariz. O alarme de perda dispara duas vezes. Os parâmetros registrados mostram uma queda brutal de cerca de 275 kt para 60 kt da velocidade mostrada do lado esquerdo e poucos momentos depois a velocidade mostrada no instrumento de resgate (ISIS).
Nota 1: apenas as velocidades mostradas no lado esquerdo e no ISIS foram registradas no registrador de parâmetros; a velocidade mostrada no lado direito não foi registrada.
Nota 2: o piloto automático e a auto-impulsão permaneceram desligados até o final do voo.
As 2h10min16s, o PNF disse "perdemos as velocidades» e em seguida «alternate law (...)".
Nota 1: a incidência é o ângulo entre o vento relativo e o eixo longitudinal da aeronave. Esta informação não foi apresentada aos pilotos.
Nota 2: em regras alternative ou directe, as proteções em incidência não estão mais disponíveis, mas um alarme de perda (stall warning) é ativado quando o maior dos valores de incidência válidos excede um determinado limite.
A atitude da aeronave aumenta gradualmente para acima de 10 graus e leva a uma trajetória ascendente. PF exerce ações de pique e alternadamente da direita para a esquerda. A velocidade vertical, que tinha atingido 7.000 pés/min, diminuiu para 700 pés/min e a rolagem varia entre 12 graus à direita e 10 graus à esquerda. A velocidade mostrada à esquerda aumentou brutalmente para 215 kt (Mach de 0,68). A aeronave se encontra então a uma altitude de cerca de 37.500 pés e a incidência registrada é de cerca de 4 graus.
A partir das 2h10min50s, o PNF tentou por várias vezes chamar o comandante de bordo.
Às 2h10min51s, o alarme de perda soa novamente. Os manches de controle de impulso são colocados na posição TO/GA e o PF mantém sua ordem de elevar o nariz. A incidência registrada, de cerca de 6 graus no disparo do alarme de perda, continua a aumentar. O estabilizador horizontal regulável (PHR) passa de 3 para 13 graus de levantar o nariz em 1 minuto aproximadamente; ele permanecerá nesta última posição até o fim do voo.
Quinze segundos depois, a velocidade mostrada no ISIS aumenta abruptamente para 185 kt ; ela é consistente com a outra velocidade registrada. PF continua a dar ordens de elevar o nariz. A altitude da aeronave atinge o seu máximo de cerca de 38.000 pés, sua atitude e sua incidência são de 16 graus.
Nota: a inconsistência entre as velocidades indicadas no lado esquerdo e na ISIS durou pouco menos de um minuto.
Às 2h11min40s, o comandante de bordo retorna à cabine. Em poucos segundos, todas as velocidades registradas se tornam inválidas e o alarme de perda pará.
Nota: quando as velocidades medidas são inferiores a 60 kt, os valores medidos das incidências são considerados inválidos e não são considerados pelos sistemas. Quando são inferiores a 30 kt, os valores de velocidade por si só são considerados inválidos.A altitude está, então, em cerca de 35.000 pés, a incidência ultrapassa 40 graus e a velocidade vertical é de aproximadamente -10.000 pés/min. A atitude da aeronave não excede 15 graus e os N1 dos motores estão perto de 100%. A aeronave sofre oscilações de rolagem que atingem por vezes 40 graus. O PF exerce uma ação no manche no limite para a esquerda e de levantar o nariz, que dura cerca de 30 segundos.
As 2h12min02s, o PF disse "eu não tenho mais nenhuma indicação", e o FNP disse "não temos nenhuma indicação que seja válida". Neste ponto, os manches de comando de impulsão estão na posição IDLE, os N1 dos motores estão em 55%. Quinze segundos depois, o PF faz ações de pique. Nos instantes que se seguem, houve uma diminuição da incidência, as velocidades tornam-se novamente válidas e o alarme de perda é reativado.
Às 2h13min32s, PF disse "vamos chegar ao nível cem". Cerca de quinze segundos depois, ações simultâneas dos dois pilotos nos mini-manches são registradas e PF diz "vamos lá, você tem os comandos".
A incidência, quando é válida, está sempre acima de 35 graus.
Os registros param às 2h14min28s. Os últimos valores registrados são velocidade vertical de -10.912 pés/min, velocidade de solo de 107 kt, atitude de 16,2 graus de elevação do nariz, rolagem de 5,3 graus à esquerda e um rumo magnético de 270 graus.
Novos fatos estabelecidos
Nesta fase do inquérito, além dos relatórios do BEA, de 2 de Julho e de 17 de Dezembro de 2009, os novos fatos a seguir foram estabelecidos:
- A composição da tripulação estava em conformidade com os procedimentos do operador.
- No momento do evento, a massa e o centro de gravidade estavam dentro dos limites operacionais.
- No momento do evento, os dois copilotos estavam na cabine e o comandante de bordo em repouso, este último voltou para a cabine cerca de 1 minuto 30 s após a retirada do piloto automático.
- Houve uma inconsistência entre a velocidade indicada no lado esquerdo e a indicada no instrumento de resgate (ISIS). Durou pouco menos de um minuto.
- Após o desligamento do piloto automático:
a aeronave subiu para 38.000 pés;
o alarme de perda soou e o avião entrou em perda;
as ordens de PF foram principalmente de elevar o nariz;
a descida durou 3 min 30 s, durante o qual a aeronave permaneceu em situação de perda. A incidência aumentou e se manteve acima de 35 graus;
os motores estavam em funcionamento e sempre responderam aos comandos da tripulação.

- Os últimos valores registrados são atitude de 16,2 graus de elevação do nariz, rolagem de 5,3 graus na esquerda e velocidade vertical de -10.912 pés/min.

Fonte: Aqui

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Queda do voo 447 durou 3 minutos e meio, dizem investigadores franceses

O órgão francês responsável pela investigação do acidente com o voo 447 da Air France divulgou nesta sexta-feira (27) um relatório preliminar que descreve o que já se sabe sobre a queda do avião no Oceano Atlântico, que matou 228 pessoas em 2009.

A análise dos dados das caixas-pretas recuperadas, segundo o BEA (Escritório de Investigações e Análise), mostra que os pilotos viram dois registros simultâneos de velocidades diferentes no painel de controle durante "menos de um minuto" e que um dos registros mostrava uma redução brutal da velocidade.

Isso impediu que a tripulação soubesse a velocidade real do aparelho.

A queda do avião no Oceano Atlântico, em alta velocidade, durou cerca de três minutos e meio, de acordo com os dados retirados das caixas-pretas recém-recuperadas do mar. O Airbus caiu com o bico para cima.

O acidente, ocorrido em 31 de maio de 2009, começou com um pequeno alerta duas horas e meia após o início da viagem e pouco depois de o capitão ter deixado brevemente a cabine para descansar.

O relatório transcreve diálogos da tripulação na cabine e conclui que "a composição da tripulação estava em conformidade" com as regras.

Antes da queda, os pilotos enfrentaram dificuldades por mais de quatro minutos, segundo o relatório.

Um dos pilotos advertiu a tripulação que o avião entraria em uma zona de fortes turbulências.

"Em dois minutos devemos atacar uma área mais agitada do que agora e devemos tomar cuidado lá", disse.

O Airbus A330 subiu para cerca de 11.600 metros de altitude e começou logo depois uma rápida descida de três minutos e meio, girando de esquerda para direita, até tocar o mar.

O mais jovem dos três pilotos entregou o controle ao segundo piloto mais experiente um minuto antes do acidente e um minuto e meio após a retirada do piloto automático, sempre segundo o BEA.

O capitão, de 58 anos, voltou à cabine pouco mais de um minuto após o início da emergência, depois de "várias tentativas" de ser chamado.

Quando ele chegou ao cockpit, a aeronave caía a uma velocidade de 10 mil pés por minuto, com o nariz elevado em 15 graus e em um ângulo inclinado demais em relação à corrente de ar para permitir uma nova subida.

O capitão não estava no comando na hora da queda, sempre segundo o relatório do BEA.

'Informações fragmentadas'
O relatório preliminar não entrou em detalhes sobre o que teria provocado a diferença nos registros da velocidade nem sobre como isso teria influenciado no acidente do voo entre Rio de Janeiro e Paris. Ele também não aponta responsabilidades.



A divulgação deste relatório parcial, segundo o escritório francês, ocorreu por causa do que o órgão chamou de "rotina de liberação de informações fragmentadas e muitas vezes aproximadas", pela imprensa europeia nos últimos dias, dos resultados da investigação das caixas-pretas, iniciada em 14 de maio.

A nota, segundo o BEA, descreveu "de maneira factual" os acontecimentos que levaram ao acidente, mas não apresentou análises.

Isso só será feito, de acordo com as autoridades francesas, no relatório de etapa, que será publicado em final de junho, conforme anunciou Thierry Mariani, secretário de Transportes da França.

"Até o momento, estas são apenas observações, não uma compreensão do evento", disse nesta sexta-feira o diretor do BEA, Jean-Paul Troadec.

Até agora, o único fato estabelecido sobre o que poderia ter causado o acidente é uma falha no funcionamento das sondas Pitot, que servem para medir a velocidade da aeronave.

Mas isso, segundo o BEA, não basta para determinar o que causou o acidente.

Fonte: Aqui

terça-feira, 17 de maio de 2011

Jornal diz que dados de caixa-preta do voo 447 apontam erro dos pilotos

O jornal francês “Le Figaro” informa nesta terça-feira (17) que análise inicial do conteúdo de uma caixa-preta do Airbus da Air France que fez o trágico voo 447, entre Rio e Paris, em 31 de maio de 2009, aponta "erro dos pilotos" como motivo do acidente que causou a morte de 228 pessoas. Agências internacionais de notícias reproduzem a informação do períódico.

O jornal francês diz ter tido acesso ao conteúdo das caixas, e informa que os primeiros dados examinados podem livrar de culpa a fabricante do avião, a Airbus. Segundo o Le Figaro, a Airbus já teria informado a seus clientes que, com base nas informações da investigação, não há nada tecnicamente de errado com suas aeronaves.

A informação, porém, não foi confirmada pelo Escritório de Investigação e Análise (BEA, na sigla em francês), órgão que investiga acidentes aeronáuticos.

De acordo com o BEA, a informação é um “tributo ao sensacionalismo, uma afronta ao respeito dos passageiros e tripulantes que morreram”.

O BEA informou, em nota em seu portal, que “qualquer informação sobre a investigação de outra fonte é nula se não for confirmada pelo BEA”. Segundo o escritório, a investigação “é longa e meticulosa” e “nesta fase do inquérito nenhuma conclusão pode ser tirada”.

Segundo o BEA, todos os dados contidos nas caixas-pretas foram recuperados e estão em ótimo estado, de acordo com comunicado divulgado na segunda-feira (16).

Os gravadores de voz e de dados do avião da Air France foram retirados do Oceano Atlântico na última semana. Estavam a quase 4 mil metros de profundidade e foram resgatados após o uso de um submarino inteligente.

O primeiro gravador a ser aberto foi o que contém os dados do voo. A outra caixa-preta contém as informações do Cockpit Voice Recorder (CVR), que possui a gravação de voz na cabine.

De acordo com o jornal, especialistas do BEA estão tratando de determinar se o erro foi exclusivamente humano e também estão levando os investigadores a se concentrarem nos procedimentos adotados pela tripulação após a falha inicial das sondas que medem a velocidade.

O BEA descartou divulgar informações parciais sobre o conteúdo das gravações. As primeiras conclusões podem exigir meses. O relatório final sobre o acidente deve ser divulgado apenas no início de 2012.

O Comando da Aeronáutica enviou, na terça-feira (10), para a França um oficial especialista em abertura e de gravação de caixas-pretas para acompanhar a leitura os gravadores recuperados em alto-mar.

As operações de resgate dos corpos das vítimas serão retomadas por volta do dia 20 de maio, quando deverá ocorrer a troca da tripulação do navio. Dois corpos foram retirados do mar.

Fonte: Aqui

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Primeiro corpo de vítima do voo 447 é recuperado, diz polícia da França

O primeiro corpo de uma vítima do acidente do voo 447 da Air France, entre Rio e Paris, foi recuperado nesta quinta-feira (5), segundo a polícia francesa, citada pela France Presse.

O avião caiu no Oceano Atlântico em 2009, com 228 pessoas a bordo.

Em comunicado, a Direção Geral da Gendarmeria Nacional da França afirma que, "depois de uma tentativa fracassada", os restos mortais de uma das vítimas conseguiram ser trazidos à bordo do barco "Isle de Sein", durante a madrugada.

Os despojos estavam ainda atados a um dos assentos do voo, a uma profundidade de 3.900 metros, e pareciam degradados, segundo o comunicado da polícia francesa.

Os trabalhos para tentar recuperar os corpos havia iniciado na véspera, segundo fontes próximas à operação.

"As tentativas de recuperação são feitas em condições particularmente complexas e até agora inéditas", continua o comunicado. "Persistem fortes incertezas sobre a possibilidade técnica da recuperação dos corpos."

Oito pessoas da gendarmeria francesa estão a bordo do navio participando dos trabalhos.

A polícia francesa afirma que haverá uma tentativa de identificar o corpo pelo exame de DNA, em paralelo com a análise das caixas pretas do Airbus, já recuperadas.

Um das caixas-pretas, com o dispositivo que grava as informações da cabine, foi encontrada na terça-feira.

A outra caixa, que grava a atividade dos instrumentos de voo, foi achada no domingo passado, e o estado exterior de ambas "é bom", disse Jean-Paul Troadec, diretor do Escritório de Investigações e Análises (BEA) encarregado das buscas.

Embora o achado do material seja considerado "um grande passo para a compreensão do acidente", resta saber se será possível resgatar os dados de seu interior, pois há o receio de que o óxido e a pressão tenha danificado os instrumentos de gravação.

Fonte: Aqui

terça-feira, 3 de maio de 2011

Encontrada 2ª caixa-preta do Airbus da Air France que caiu no Atlântico

A segunda caixa-preta do Airbus A330 da Air France, que caiu no Oceano Atlântico no dia 1º de junho de 2009, foi encontrada e resgatada do fundo do mar, informou nesta terça-feira (3) o Escritório de Investigações e Análises (BEA, na sigla em francês), órgão francês que investiga o acidente que matou 228 pessoas do voo 447, que fazia a rota Rio-Paris.

A caixa-preta contém informações do Cockpit Voice Recorder (CVR), que possui a gravação de voz na cabine. Segundo o BEA, o equipamento foi localizado às 21h50 GMT (18h50, no horário de Brasília), de segunda-feira (2), e resgatado pelo robô-submarino às 2h40 GMT (23h40 de Brasília).

“A caixa-preta está inteira. O chassis, o módulo e o cilindro estão aí. O aspecto exterior está correto, está em bom estado”, disse Jean-Paul Troadec, diretor do BEA. “Se conseguirmos ler os dois gravadores, conseguiremos entender o que ocorreu”, afirmou Troadec. “Dependerá da corrosão”, acrecentou.

No domingo (1º), foi encontrada e resgatada uma das caixas-pretas do avião. “A equipe de investigação localizou e identificou o módulo de memória que registra os parâmetros do Flight Data Recorder (FDR) às 10h desta manhã GMT (7h de Brasília) e foi rebocado pelo robô-submarino às 16h40 GMT (13h40 em Brasília)”, informou o BEA.

A primeira caixa-preta encontrada registra a altitude, a velocidade, as diferentes posições do leme entre outros dados. A análise deve durar de oito a dez dias.

As buscas pelas caixas-pretas começaram na segunda-feira (25), na área onde foram localizados os destroços da aeronave. O BEA considera que uma falha nas sondas (sensores de velocidade) Pitot do fabricante francês Thales foi um dos fatores do acidente, mas explica que só terá a explicação definitiva da tragédia com os equipamentos em mãos.

O Brasil está participando da investigação, e o coronel da Aeronáutica Luís Cláudio Lupoli está a bordo do navio do BEA, em alto mar.

A quinta fase das buscas começou com o navio LIle de Sein, que partiu de Dacar, no Senegal, na sexta-feira (22), com 68 pessoas a bordo, inclusive a tripulação. Segundo o BEA, dois grupos de trabalho foram formados. Um deles continua analisando as 15 mil fotos dos destroços tiradas por outros robôs.

Partes da fuselagem da aeronave, juntamente com corpos de passageiros, foram encontradas no início do mês de abril.

Corpos
O resgate dos corpos das vítimas não é prioridade para o BEA, segundo informou Maarten Van Sluys, diretor executivo da associação dos parentes das vítimas no Brasil. “Segundo eles, depois de estudos feitos por peritos, houve entendimento de que os corpos poderiam não resistir ao içamento no mar”, disse Sluys, completando que algum corpo pode acabar sendo içado eventualmente junto com destroços.

Entre as vítimas do voo 447 havia 72 franceses e 59 brasileiros.

Fonte: Aqui

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Encontrada uma caixa-preta do avião da Air France no Atlântico


A Força Aérea do Brasil informou neste domingo (1º) que foi encontrada uma das caixas-pretas do Airbus da Air France que caiu no Oceano Atlântico ocorrido em 1º de junho de 2009, deixando 228 pessoas mortas. Entre as vítimas havia 72 franceses e 59 brasileiros. Um coronel brasileiro que investiga acidentes aéreos está a bordo do navio francês que está em alto mar participando da retirada dos destroços da aeronave acidentada.

Em seu site, o BEA (Le Bureau d'Enquêtes et d'Analyses), órgão de investigação de acidentes aéreos francês, divulgou nota confirmando a localização. "A equipe de investigação localizou e identificou o módulo de memória que registra os parâmetros do Flight Data Recorder (FDR) às 10h desta manhã GMT (7h, no horário de Brasília) e foi rebocado pelo robô-submarino às 16h40 GMT (13h40 em Brasília)".

O gravador FDR contém os dados de voo. Outra caixa-preta, que ainda não foi encontrada, contém as informações do Cockpit Voice Recorder (CVR), que possui a gravação de voz na cabine.

"A caixa-preta parece estar em bom estado físico. Nossos especialistas nos dizem que podemos conseguir ler esses dados", explicou Jean-Paul Troadec, diretor do BEA.

Troadec ressaltou, no entanto, que, no momento, é difícil saber se houve corrosão. "Se esses dados puderem ser analisados, isso vai permitir que a investigação avance porque o FDR registra a altitude, a velocidade, as diferentes posições do leme", explicou o diretor do BEA, revelando que deve levar "de oito a dez dias" para que o módulo seja levado para análise.

O objetivo agora é recuperar a segunda caixa-preta do Airbus A330, que registra as conversas dentro da cabine, para que o navio da Marinha leve os dois gravadores juntos. "Se conseguirmos ler os primeiros dados, será um grande passo, mas sem a segunda caixa-preta, faltarão dados essenciais", advertiu Troadec.

Na última quarta-feira (27), um "mergulho" do robô-submarino que busca as caixas-pretas do avião do voo 447 encontrou o chassi do Flight Data Recorder (FDR) do Airbus acidentado. A peça foi encontrada sem o módulo que protege e contém os dados gravados do voo. Os investigadores temiam dificuldade em encontrar a célula de dados, já que a caixa-preta havia se desprendido do chassi e poderia ter sido levada pela água do mar ou ficado presa na areia. O compartimento estava cercado de destroços pertencentes a outras partes do avião.

As buscas pela caixa-preta começaram na última segunda-feira (25), na área onde foram localizados os destroços da aeronave. O BEA considera que uma falha nas sondas (sensores de velocidade) Pitot do fabricante francês Thales foi um dos fatores do acidente, mas considera que só terá a explicação definitiva da tragédia com as caixas-pretas em mãos.

O Brasil está participando da investigação, e o coronel da Aeronáutica Luís Cláudio Lupoli está a bordo do navio do BEA em alto mar acompanhando o trabalho com a caixa-preta. Segundo Lupoli, o trabalho está ocorrendo com "transparência". “O Cenipa não está apenas acompanhando a investigação mas também participando de todo o processo e tem ciência de todos os documentos elaborados internamente pelo BEA sobre o ocorrido”, disse Lupoli, em entrevista exclusiva ao G1.

A quinta fase das buscas começou nesta semana com o navio LIle de Sein, que partiu de Dacar, no Senegal, na sexta-feira (22), com 68 pessoas a bordo, inclusive a tripulação. Segundo o BEA, dois grupos de trabalho foram formados. Um deles continua analisando as 15 mil fotos dos destroços tiradas por outros robôs na fase anterior das buscas, sobretudo as da parte traseira do Airbus, onde se situam as caixas-pretas do avião.

O segundo grupo estuda os procedimentos ligados à recuperação das duas caixas-pretas, dos calculadores de voo e de outras peças do avião consideradas úteis para as investigações, como os motores e as asas.

Partes da fuselagem da aeronave, juntamente com corpos de passageiros, foram encontradas no início do mês de abril.

Corpos
O resgate dos corpos das vítimas não é prioridade para o BEA, segundo informou Maarten Van Sluys, diretor executivo da associação dos parentes das vítimas no Brasil, na última quinta-feira. Segundo ele, a informação lhe foi passada pelo órgão francês.

De acordo com Sluys, o escritório realiza reuniões diárias para planejar a fase cinco de resgate do avião, que deve começar no fim de abril. Ele informou que a prioridade seria a retirada dos destroços e da caixa preta. “Segundo eles, depois de estudos feitos por peritos, houve entendimento de que os corpos poderiam não resistir ao içamento no mar”, disse ele, completando que algum corpo pode acabar sendo içado eventualmente junto com destroços.

Em entrevista coletiva antes de embarcar no navio junto com o BEA, o coronel Lupoli informou que o governo francês irá tentar retirar os corpos. “Antes da conclusão das buscas, foram retirados do mar 50 corpos. O governo francês autorizou, nesse busca de investigação [pela caixa-preta], a tentativa de resgate dos corpos que estão no fundo do mar. [A autorização do Estado francês] É uma boa notícia, principalmente do ponto de vista humano”, afirmou o oficial da Aeronáutica.

Há temor, contudo, sobre se os corpos irão se manter íntegros durante o resgate do mar, pois estão há dois anos a cerca de 4 mil metros de profundidade.

Fonte: Aqui

terça-feira, 26 de abril de 2011

Air France traz para o Rio o seu mais novo Boeing 777

A Air France opera voos entre Paris e Rio de Janeiro, ininterruptamente, há quase 60 anos – é uma das rotas mais antigas da Companhia. Atualmente, a companhia aérea liga a Cidade Maravilhosa à Cidade Luz com dois voos diários. Reafirmando seu constante investimento no Brasil e no mercado carioca, a Air France traz o seu mais novo Boeing 777-300 para operar um de seus voos diários entre as duas cidades.

Esta aeronave disponibiliza também ao mercado carioca a mais recente novidade em produtos e serviços da Air France: sua nova Classe Executiva, que agrega 27% mais espaço para seus passageiros. Foram investidos 110 milhões de Euros em três anos neste novo projeto. A poltrona desenvolvida especialmente para atender aos anseios de seus clientes oferece um novo assento em estrutura fixa que garante mais privacidade e se transforma em uma cama plana de 2m de comprimento e 61cm de largura. Os controles do assento e de outras funções foram simplificados, ficando mais intuitivos; espaço extra para bagagem foi adicionado, assim como uma tela maior, touch screen, de 15 polegadas em formato 16:9. Fone de ouvido redutor de ruídos, travesseiro de penas antialérgico, cobertor de lã pura, nécessaire e novos cardápios de sofisticados pratos e bebidas, privilegiando uma verdadeira experiência gourmet, também fazem parte da renovada Executiva. Passageiros desta classe têm ainda acesso a quase 500 salas VIP, inclusive no Rio e em São Paulo.

O novo Boeing 777-300 da Air France para o Rio de Janeiro conta com 42 assentos na classe Executiva, 24 na Premium Voyageur (classe que combina elementos da Classe Executiva a tarifas acessíveis) e 317 na Voyageur (Econômica), totalizando 383 lugares. As poltronas de todas as classes passaram por melhorias que garantem maior conforto e cada passageiro tem sua tela de vídeo individual, com inúmeras escolhas on-demand de programas de TV, filmes, músicas e jogos. Dois bares na Classe Executiva e dois na Econômica que funcionam durante todo o voo estão disponíveis, oferecendo bebidas e aperitivos a qualquer hora, além de uma área para esticar as pernas e bater um papo, sem incomodar os outros passageiros.

Apresentando as mais avançadas tecnologias e motores de última geração, o novo Boeing 777-300 tem o melhor desempenho energético e ambiental de sua classe, Seu consumo de combustível é 20% menor que o do Boeing 747, resultando em uma redução das emissões de CO2.

A partir do dia 24 de abril, o novo Boeing 777-300 da Air France entra em operação, diariamente. A saída de Paris, como voo número AF442, acontece às 23h20, chegando ao Rio às 5h20 do dia seguinte (hora local). O voo AF443 tem saída do Rio às 16h20, chegando a Paris às 8h do dia seguinte (hora local).

O outro voo diário Rio-Paris-Rio continua sendo operado pela moderna aeronave A330, com 40 assentos na Classe Executiva, 21 na classe Premium Voyageur e 147 na Econômica. O voo AF 445 sai do Rio às 19h e chega a Paris às 11h15 do dia seguinte (hora local). O voo AF444 sai de Paris às 10h30 e chega ao Rio às 17h do mesmo dia (hora local).

Alguns números globais sobre os passageiros da nova Classe Executiva da Air France:

• 90% aprovaram o conforto da nova poltrona
• 92% disseram que recomendariam a Classe Executiva da Air France
• 64% disseram que a nova poltrona é melhor que a da concorrência
• 73% são homens
• 70% viajam a trabalho
• Mais de 50% vão a Paris para voos de conexão
• 80% têm idade entre 30 e 60 anos

Fonte: Aqui

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Air France remarca voo após caminhão bater em avião no Rio

Os 436 passageiros do avião da Air France, que estavam no voo AF-443, cancelado nesta terça-feira (19) após um caminhão de combustível bater na aeronave no Aeroporto Tom Jobim, no Rio, vão seguir para Paris num novo voo programado para as 13h50, de quarta-feira (20). As informações são da assessoria de impresa da companhia áerea.

Inicialmente, a assessoria da empresa havia informado que algumas pessoas estavam sendo realocadas em outros voos.

A Air France afirmou ainda que vai pagar a hospedagem dos passageiros que não residem no Rio e precisam ficar na cidade para o novo embarque. A companhia informou também que vai custear as despesas de transporte e alimentação de todas as pessoas que estavam a bordo do avião envolvido no acidente. De acordo com a empresa, não houve feridos.

Segundo a Air France, o caminhão tinha acabado de abastecer a aeronave na pista e ao fazer uma manobra, houve a colisão. Devido ao acidente, a fuselagem do avião foi danificada, informou a empresa.

A Petrobras Distribuidora afirmou, em nota, que os operadores de pista a serviço da empresa em todo o país recebem treinamento de nível internacional, e que vai apurar as causas do incidente junto às autoridades aeroportuárias.

A Infraero informou que o aeroporto está aberto para pousos e decolagens.

Fonte: Aqui

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Restos mortais estão entre destroços de avião da Air France, diz ministra

Restos mortais de passageiros do voo 447 da Air France, que caiu sobre o Atlântico há quase dois anos, após decolar do Rio de Janeiro, foram encontrados dentro de uma grande parte da fuselagem localizada no mar no domingo.

A afirmação foi feita nesta segunda-feira pela ministra francesa dos Transportes, Nathalie Kosciusko-Morizet. De acordo com Kosciusko-Morizet, os restos no interior do avião poderiam vir a ser identificados.

'É uma parte importante do avião, cercada por destroços. É uma parte que permaneceu praticamente intacta, em uma única peça', disse a ministra.

Segundo ela, essa descoberta 'dá aos investigadores esperanças de localizar rapidamente as caixas-pretas do avião'.

O voo AF 447 da Air France, que fazia o trajeto Rio-Paris, desapareceu dos radares na noite de 31 de maio de 2009 (pelo horário brasileiro) com 228 pessoas a bordo.

Somente cerca de 50 corpos foram encontrados, pouco após a catástrofe.

O secretário-executivo dos Transportes, Thierry Mariani, também afirmou nesta segunda-feira, em entrevista à radio France Info, que restos mortais foram localizados na área da fuselagem.

'Em razão do aspecto sensível, guardamos os detalhes para as famílias das vítimas, que serão informadas com prioridade', disse Mariani.

A descoberta da fuselagem ocorre pouco após o início da quarta fase de buscas do avião, no dia 25 de março, em uma nova área de 10 mil quilômetros quadrados que não havia sido vasculhada até então.

Esta quarta fase de buscas era considerada como a 'operação da última chance' para encontrar as caixas-pretas do avião.

'Pudemos identificar nas fotos que foram tiradas por um dos robôs submarinos diferentes elementos do avião, principalmente os motores', disse Jean-Paul Troadec, diretor do Escritório de Investigação e Análises da França (BEA, na sigla em francês), órgão responsável pelas investigações sobre as causas do acidente.

'Na realidade, é a descoberta da fuselagem', afirmou Troadec. Até então, a única grande peça do avião da Air France localizada tinha sido o leme do Airbus.

No domingo, o BEA havia informado que além dos motores, partes das asas também haviam sido encontradas.

Troadec afirmou ainda que como o barco americano Alucia, utilizado atualmente nas buscas, não está equipado para retirar a fuselagem do oceano, uma nova expedição será iniciada nas próximas semanas para resgatar os destroços.

Os investigadores do BEA não têm certeza, no entanto, se as caixas-pretas, caso sejam encontradas, estarão conservadas o suficiente para que os dados técnicos gravados e as conversas dos pilotos possam ser analisadas.

'As caixas-pretas estão mergulhadas há quase dois anos. É preciso encontrá-las e que elas estejam em estado de funcionamento. É uma das incertezas da operação', disse o secretário-executivo dos Transportes.

Os especialistas do BEA afirmam que é indispensável encontrar as caixas-pretas do avião para identificar as causas do acidente.

'É importante para as famílias das vítimas e para a aviação civil compreender as causas desse acidente para evitar acidentes semelhantes', afirmou Mariani.

Até o momento, o BEA afirma que os sensores de velocidade do avião, os chamados tubos Pitot, são um dos elementos que provocaram problemas no avião, mas não a causa do acidente.
Fonte: Aqui

"Grande parte" do avião da Air France acidentado em 2009 é achada

Os investigadores que rastreiam os restos do avião da Air France acidentado em 2009 localizaram "uma grande parte" do aparelho, que cobria a rota Riode Janeiro-Paris, anunciou nesta segunda-feira a ministra de Transportes francesa, Nathalie Kosciusko-Morizet.

Em declarações à rádio "France Inter", a ministra disse que se trata de "uma parte importante do avião, em uma peça", no dia seguinte que as autoridades francesas anunciaram a descoberta de novos restos.

A ministra acrescentou que com este novo achado se espera "localizar rapidamente as caixas-pretas" do avião, em cujo acidente desapareceram seus 228 ocupantes.

O Escritório de Investigação e Análise (BEA), que comanda a busca, anunciou no domingo a descoberta dos novos restos e que ao longo das operações de rastreamento realizadas durante o fim de semana a equipe do navio Alucia pôde encontrar "elementos do avião".

Segundo a nota da BEA, os restos foram identificados pelos investigadores como pertencentes ao avião A330-203, que fazia o voo AF447.

Esta fase de busca, iniciada em novembro do ano passado, era a quarta realizada e respondia ao desejo dos familiares das vítimas, que consideram que o achado dos restos é imprescindível para conhecer as causas do acidente.

Segundo os familiares, as três operações anteriores não foram feitas com o rigor necessário e terminaram sem sucesso ao não achar as caixas-pretas, que os investigadores esperam encontrar entre o material descoberto desta vez. EFE

Fonte: Aqui

sexta-feira, 25 de março de 2011

Air France começa a voar rota Paris - Cancún

A Air France inicia em 21 de Outubro a rota Paris - Cancún, no México, com três voos por semana em avião Boeing B777-300 de 472 lugares, 14 dos quais em classe Affaires e 458 em Voyageur.

A companhia informou ontem que os voos serão às quartas, sextas e Domingos, com partida do seu hub no Aeroporto Charles De Gaulle às 17h10 e regressos de Cancún às 19h30 (hora local) e chegada no dia seguinte às 11h30.

A Air France destaca que Cancún é a “porta de entrada no Mundo Maia” é um dos destinos turísticos mais famosos da América Latina, pela sua infra-estrutura hoteleira e recursos naturais.

Atualmente, o grupo Air France já disponibiliza 17 ligações por semana entre Paris e o México, dez dos quais em voos próprios e sete explorados pela Aeroméxico, sua parceira na aliança SkyTeam. Além destas ligações, a KLM, que faz parte do mesmo grupo que a Air France, tem sete voos por semana para o México partindo de Amesterdam.

Fonte: Aqui