Nesse episódio da série "Mayday Desastres aéreos" é abordado o acidente ente o jato Legacy e o Boeing da Gol. Acidente este que causou grande comoção na sociedade brasileira. Veja abaixo o documentário:
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sexta-feira, 29 de julho de 2011
terça-feira, 17 de maio de 2011
Justiça brasileira condena pilotos dos EUA por acidente do voo 1907
Quase cinco anos após o acidente que matou 154 pessoas no interior de Mato Grosso, o juiz federal Murilo Mendes, da Vara de Sinop, a 503 km de Cuiabá, decidiu condenar os pilotos norte-americanos Joseph Lepore e Jan Paul Paladino que pilotavam o jato Legacy que colidiu com o avião da Gol, no dia 29 de setembro de 2006.
Os pilotos foram condenados a quatro anos e quatro meses de prisão. Mas a pena foi revertida em prestação de serviço comunitário nos Estados Unidos. Além disso, eles tiveram os documentos de habilitação para voo suspensos pelo período da condenação. A defesa dos pilotos pode recorrer da decisão ao Tribunal Regional Federal (TRF) em Mato Grosso.
O juiz federal afirmou, em seu despacho, que houve negligência por parte dos pilotos em relação à falta de verificação do funcionamento do transponder (equipamento da aeronave que passa aos controladores de voo no solo informações como a altitude, velocidade e direção do avião) e do TCAS (que informa ao piloto a existência de outras aeronaves nas proximidades). O juiz, porém, não determinou o pagamento de danos às vítimas.
Quanto aos controladores, o juiz federal informou em entrevista ao G1 que a decisão deve sair nos próximos dias. Os réus respondem por atentado à segurança do tráfego aéreo e a pena pode variar de 1 ano e 9 meses a 5 anos e 4 meses de detenção. A procuradora da república Analícia Ortega Hartz disse que os controladores de voo Jomarcelo Fernandes dos Santos e Lucivando Tibúrcio de Alencar devem ser considerados culpados por terem agido com imperícia e negligência.
“A pena foi muito branda. Ficamos decepcionados”, declarou a presidente da Associação de Familiares e Amigos das Vítimas do Voo 1907, Angelita De Marchi, ao tomar conhecimento da decisão.
Viúva de uma das vitimas, Angelita disse que é muito sofrido lembrar o acidente, porém destaca que a decisão poderá ao menos aliviar o sofrimento dos familiares. “Pelo menos nós [familiares] conseguimos uma vitória que foi a cassação da permissão de voo”, ressaltou Angelita.
O advogado José Carlos Dias, que defende os pilotos, disse que ainda não teve acesso à decisão e preferiu não se pronunciar sobre a sentença.
Os pilotos foram condenados a quatro anos e quatro meses de prisão. Mas a pena foi revertida em prestação de serviço comunitário nos Estados Unidos. Além disso, eles tiveram os documentos de habilitação para voo suspensos pelo período da condenação. A defesa dos pilotos pode recorrer da decisão ao Tribunal Regional Federal (TRF) em Mato Grosso.
O juiz federal afirmou, em seu despacho, que houve negligência por parte dos pilotos em relação à falta de verificação do funcionamento do transponder (equipamento da aeronave que passa aos controladores de voo no solo informações como a altitude, velocidade e direção do avião) e do TCAS (que informa ao piloto a existência de outras aeronaves nas proximidades). O juiz, porém, não determinou o pagamento de danos às vítimas.
Quanto aos controladores, o juiz federal informou em entrevista ao G1 que a decisão deve sair nos próximos dias. Os réus respondem por atentado à segurança do tráfego aéreo e a pena pode variar de 1 ano e 9 meses a 5 anos e 4 meses de detenção. A procuradora da república Analícia Ortega Hartz disse que os controladores de voo Jomarcelo Fernandes dos Santos e Lucivando Tibúrcio de Alencar devem ser considerados culpados por terem agido com imperícia e negligência.
“A pena foi muito branda. Ficamos decepcionados”, declarou a presidente da Associação de Familiares e Amigos das Vítimas do Voo 1907, Angelita De Marchi, ao tomar conhecimento da decisão.
Viúva de uma das vitimas, Angelita disse que é muito sofrido lembrar o acidente, porém destaca que a decisão poderá ao menos aliviar o sofrimento dos familiares. “Pelo menos nós [familiares] conseguimos uma vitória que foi a cassação da permissão de voo”, ressaltou Angelita.
O advogado José Carlos Dias, que defende os pilotos, disse que ainda não teve acesso à decisão e preferiu não se pronunciar sobre a sentença.
Fonte: Aqui
sexta-feira, 1 de abril de 2011
Piloto do Legacy que se chocou com avião da Gol afirma que é inocente
Em resumo, Jan Paul Paladino disse que o acidente de 2006 foi provocado por uma série de falhas, mas reafirmou não ser culpado por nenhuma delas.
Quase cinco anos depois do acidente envolvendo um avião da Gol e o jato Legacy em 2006, em que 154 pessoas morreram, a Justiça começou a interrogar os americanos que pilotavam o jatinho.
Juiz no Brasil, réu nos Estados Unidos – foi a primeira vez que isso aconteceu: um interrogatório internacional por videoconferência com réu em liberdade. De Long Island, no estado de Nova York, estava Jan Paul Paladino, um dos pilotos do Legacy, que em 2006 se chocou com um avião da Gol. O Boeing voava de Manaus para Brasília e se chocou com o jatinho Legacy, que ia em sentido contrário. O avião da Gol caiu no norte de Mato Grosso. Ao todo, 154 pessoas morreram.
No interrogatório, o piloto americano disse que nunca tinha pilotado um Legacy, mas tinha sido treinado em um centro profissional e já havia pilotado modelo idêntico, o Embraer 145. “Eu fui treinado por um mês em Houston, Texas, no programa de treinamento do Legacy. O treinamento consistiu em 75 horas de aulas em terra e 25 horas de simulador”, disse ele.
Segundo a Aeronáutica, a colisão foi causada por erros dos controladores e imperícia dos pilotos. O inquérito diz que o transponder, o equipamento que ajuda a identificar a aeronave para o controle no solo e para outros aviões em voo, estava desligado durante o percurso.
Jan Paul Paladino disse que não teve a informação de que o equipamento estava desligado nem pela torre de controle nem pelo painel do avião, que não mostrou qualquer alerta. A acusação alega também que o transponder foi religado após a colisão, mas Paladino negou que ele ou o outro piloto tenham religado o equipamento.
Foram oito horas de interrogatório. Jan Paul Paladino respondeu a perguntas do juiz, da acusação e da defesa. Em resumo, o piloto disse que o acidente foi provocado por uma série de falhas, mas reafirmou não ser culpado por nenhuma delas. Na saída, declarou ser inocente e estar satisfeito pela oportunidade de prestar novos esclarecimentos sobre o acidente.
Hoje é o dia de Joseph Lepore, o outro piloto do Legacy, ser interrogado. O juiz disse que vai julgar o caso até junho.
Quase cinco anos depois do acidente envolvendo um avião da Gol e o jato Legacy em 2006, em que 154 pessoas morreram, a Justiça começou a interrogar os americanos que pilotavam o jatinho.
Juiz no Brasil, réu nos Estados Unidos – foi a primeira vez que isso aconteceu: um interrogatório internacional por videoconferência com réu em liberdade. De Long Island, no estado de Nova York, estava Jan Paul Paladino, um dos pilotos do Legacy, que em 2006 se chocou com um avião da Gol. O Boeing voava de Manaus para Brasília e se chocou com o jatinho Legacy, que ia em sentido contrário. O avião da Gol caiu no norte de Mato Grosso. Ao todo, 154 pessoas morreram.
No interrogatório, o piloto americano disse que nunca tinha pilotado um Legacy, mas tinha sido treinado em um centro profissional e já havia pilotado modelo idêntico, o Embraer 145. “Eu fui treinado por um mês em Houston, Texas, no programa de treinamento do Legacy. O treinamento consistiu em 75 horas de aulas em terra e 25 horas de simulador”, disse ele.
Segundo a Aeronáutica, a colisão foi causada por erros dos controladores e imperícia dos pilotos. O inquérito diz que o transponder, o equipamento que ajuda a identificar a aeronave para o controle no solo e para outros aviões em voo, estava desligado durante o percurso.
Jan Paul Paladino disse que não teve a informação de que o equipamento estava desligado nem pela torre de controle nem pelo painel do avião, que não mostrou qualquer alerta. A acusação alega também que o transponder foi religado após a colisão, mas Paladino negou que ele ou o outro piloto tenham religado o equipamento.
Foram oito horas de interrogatório. Jan Paul Paladino respondeu a perguntas do juiz, da acusação e da defesa. Em resumo, o piloto disse que o acidente foi provocado por uma série de falhas, mas reafirmou não ser culpado por nenhuma delas. Na saída, declarou ser inocente e estar satisfeito pela oportunidade de prestar novos esclarecimentos sobre o acidente.
Hoje é o dia de Joseph Lepore, o outro piloto do Legacy, ser interrogado. O juiz disse que vai julgar o caso até junho.
Fonte: Aqui
quinta-feira, 24 de março de 2011
Parentes de vítimas de acidente da Gol pedem justiça a Obama
Um grupo de pessoas se manifestou neste domingo perto do hotel onde está hospedado no Rio de Janeiro o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, para pedir punição para dois pilotos americanos envolvidos no acidente do avião da Gol, que deixou 154 mortos em 2006. Os manifestantes, que vestiam camisetas pretas com a frase "Eu sou uma vítima", são parentes e amigos das pessoas mortas no acidente ocorrido em 29 de setembro de 2006, quando o Boeing 737 da Gol se chocou em pleno voo com um jato executivo e caiu na floresta amazônica.
As cerca de 15 pessoas reunidas na frente do hotel pediram com cartazes pretos punição para os pilotos americanos Joseph Lepore e Jan Paladino, tripulantes do jato Legacy que se chocou com o Boeing da Gol, causando o fatal acidente. Segundo as investigações, Lepore e Paladino, que conseguiram aterrissar o avião em uma pista na região amazônica, voavam com o dispositivo anticolisão do Legacy desligado e na mesma altura do avião da Gol.
Os dois americanos, que continuam trabalhando em seu país, foram absolvidos da acusação de negligência em dezembro de 2008, mas em janeiro de 2010 a Justiça anulou a absolvição e ordenou o reinício do julgamento. Os manifestantes chegaram cedo, mas o rigoroso dispositivo de segurança que rodeia Obama impediu que o grupo se aproximasse da porta do hotel, em Copacabana.
O trânsito de veículos na área do hotel está interrompido desde a noite de sábado e até os pedestres foram proibidos de passar. Só os demais hóspedes e moradores podem circular a pé, com prévia identificação dos agentes de segurança.
Obama chegou na noite de sábado ao Rio de Janeiro procedente de Brasília onde teve uma intensa jornada, no começo de uma visita de dois dias ao Brasil, primeira etapa de uma viagem latino-americana que inclui Chile e El Salvador.
O presidente deve visitar ainda neste domingo a favela Cidade de Deus, que durante anos foi dominada por traficantes e atualmente está controlada pela Polícia, e fazer um discurso no Theatro Municipal.
Também estava previsto uma visita na manhã deste domingo ao Cristo Redentor, mas a atividade foi adiada para a tarde, segundo o Consulado americano no Rio de Janeiro.
Fonte: Portal Terra
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