Mostrando postagens com marcador Fusão. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Fusão. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Para Fazenda, fusão das aéreas TAM e LAN pode ser aprovada sem restrições

A Secretaria de Acompanhamento Econômico (Seae) do Ministério da Fazenda recomendou a aprovação sem restrições da fusão das companhias aéreas TAM, do Brasil, e LAN, do Chile. Essa é a primeira manifestação formal do governo sobre o negócio, quase um ano após o anúncio da troca de ações entre as duas empresas que permitirá a unificação.

De acordo com parecer divulgado no início da noite (11), os técnicos identificaram sobreposições em três rotas no mercado de transporte aéreo de passageiros e em dez rotas no de transporte de cargas. Apesar disso, a Seae avaliou que condições de rivalidade no setor aéreo deverão permitir que os preços sejam definidos de forma competitiva.

Anunciada em agosto de 2010, a fusão da TAM com a LAN criará a Latam Airlines Group. Atualmente, a TAM lidera o mercado brasileiro, com 44,43% do transporte aéreo nacional, segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). No Chile, a LAN também é a maior companhia daquele país.

A legislação brasileira de defesa da concorrência exige que atos de concentração, como compra ou fusão de empresas, que envolvam faturamento superior a R$ 400 milhões ou participação de mercado acima de 20%, sejam aprovados pelo Conselho Administrivo de Defesa Econômica (Cade), com base em pareceres da Seae e da Secretaria de Direito Econômico (SDE) do Ministério da Justiça.

Fonte: Aqui

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Fusão com LAN deve ser concluída até 2012, diz TAM

O presidente da TAM, Líbano Barroso, afirmou que a fusão com a chilena LAN, que criará a maior companhia aérea latino-americana, a Latam, deverá ser concretizada até o primeiro trimestre de 2012. Segundo o executivo, a companhia trabalha com a expectativa de que o Tribunal de Defesa da Livre Concorrência do Chile dê o seu parecer sobre a união das companhias ainda em agosto. "Nós trabalhamos com essa hipótese, mas a Justiça tem os prazos dela", disse o executivo.

Ele completou que a empresa tem contribuído com o tribunal. "Demos todas as informações, temos interagido e não há nenhuma informação que não tenhamos dado. Estamos confiantes", disse o presidente da TAM. Questionado se a LAN poderá buscar um outro parceiro, caso a fusão com a companhia brasileira não vá para frente, Barroso foi enfático: "o foco da TAM é criar a Latam e o foco da LAN é criar a Latam".

A fusão da TAM com a empresa chilena já foi aprovada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) em março deste ano, mas deverá passar ainda pela aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).O setor aéreo deverá crescer entre 7% e 9% nos próximos 20 anos no Brasil, segundo avaliação de Líbano Barroso. "O brasileiro ainda não está viajando de avião", afirmou. Segundo o presidente da TAM Linhas Aéreas, a classe C será a grande responsável por essa expansão.

Barroso não fez comentários específicos sobre a atual crise financeira internacional, que nos últimos dias vem derrubando bolsas no mundo todo por conta do rebaixamento da nota de crédito dos EUA. No entanto, não descartou possíveis efeitos de curto prazo. "Não estamos imunes ao risco. Podemos ter dois ou três trimestres com uma taxa de crescimento menor, mas não vamos deixar de crescer", disse o executivo.

Fonte: Aqui

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Marca Webjet deverá desaparecer caso compra pela Gol seja aprovada

O presidente da Gol Linhas aéreas, Constantino de Oliveira Junior, afirmou nesta segunda-feira (11) que a marca Webjet  deverá desaparecer no futuro, caso a compra da companhia pela Gol seja concretizada e aprovada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).  Em teleconferência para detalhar o negócio, o executivo disse que não vê perspectiva de aumento de tarifas e que a intenção da Gol é renovar a frota da Webjet.
“Deverá se extinguir a marca Webjet, ficar com a marca Gol, e isso não implicaria aumento de custo por essa operação”, disse Oliveira Junior, em teleconferência para detalhar o negócio. Ele diz que ainda não comunicou oficialmente o Cade sobre o negócio; pela lei, o órgão regulador precisa ser avisado em até 15 dias do anúncio.
A Gol anunciou na sexta-feira (8) acordo de compra da Webjet, quarta maior companhia aérea do mercado brasileiro. O negócio ainda depende da aprovação dos órgãos reguladores para se tornar realidade e foi fechado em  R$ 311 milhões, dos quais cerca de R$ 96 milhões serão pagos aos atuais sócios e R$ 200 milhões são dívidas da Webjet com bancos. Segundo Leonardo Pereira, vice-presidende financeiro da Gol, os principais credores da Webjet são os bancos Bradesco, Safra e Citibank e as dívidas vencem até 2015.
Tarifas
De acordo com a previsão de Constantino Oliveira Junior, a aquisição não deverá resultar em aumentos de tarifas para o consumidor. "Entendemos que com a compra da Webjet a Gol se fortalece, passa a ter condições de oferecer mais serviços, tornar o serviço mais atraente por um custo baixo para os nossos clientes", disse o executivo, que afirmou que o processo de consolidação do setor é uma "tendência mundial' e não traz prejuízos ao consumidor.
"É muito importante conseguir escala, se tornar menos suscetível ao preço do petróleo ou à oscilação da demanda. (...) No mundo desenvolvido existe a concentração e não significa que o consumidor seja prejudicado", avaliou.

O empresário citou que, mesmo quando o mercado brasileiro era dominado por somente duas companhias (TAM e Gol), o preço médio das passagens não deixou de decrescer ao longo dos anos.
Renovação da frotaSegundo o executivo, a Gol pretende renovar a frota da Webjet para adequá-la aos padrões atuais da Gol, que tem 115 aeronaves Boeing Next Generation 737-700 e 737-800, mais modernas que os 24 Boeing 737-300 atualmente operados pela Webjet.
"Estamos imaginando que se o Cade  e a Anac aprovassem hoje a operação, por exemplo, poderíamos renovar toda a frota em 18 a 24 meses", estimou.
Para Constantino, o fato de as duas companhias operarem Boeings deve baratear o custo de treinamento de pessoal na renovação. "Torna bem mais barato o treinamento dos tripulantes, conseguiremos renovar a frota sem grandes investimentos em pessoal", estima.
Além disso, avalia o executivo, o custo de operação das companhias por assento é parecido. "Não teremos que fazer uma reestruturação grande  para que consigamos imprimir o ritmo da Gol naquilo que hoje é a frota da Webjet", estima.
Integração
A ideia, segundo Constantino, é manter as duas marcas até que o negócio seja aprovado pelas autoridades e, a partir daí, iniciar o processo de integração das duas marcas. Segundo o executivo, tal integração seria possível porque as duas empresas atuam no segmento de baixa tarifa.
A estimativa da companhia é de que a integração gere sinergia de R$ 100 milhões em dois anos após a aprovação do negócio.
Milhagens
Segundo o executivo, a Gol pretende solicitar ao Cade que parte das operações das duas companhias seja integrada mesmo antes da aprovação final do negócio pelo órgão.
"Vamos solicitar ao Cade a possibilidade de fazer acordo de codeshare (compartilhamento de voos entre as duas companhias)  tão logo como possível. Mas depende do Cade", afirmou. Outro ponto a ser solicitado pela Gol antes do veredito final do órgão regulador é o de permitir que clientes Webjet possam pontuar no programa de milhagens Smiles, da Gol.

“Pretendemos ampliar o programa Smiles para os clientes da Webjet com as mesmas regras da Gol”, afirmou o executivo, que destacou que a definição das regras ainda depende de autorização do Cade.
Demissões
Constantino Oliveira Junior disse ainda que a empresa não prevê demissões em caso de concretização do negócio, porque a Webjet já tem um quadro de funcionários que ele definiu como "enxuto", sem excesso de funcionários e com um nível de terceirização mais alto que da Gol.
"Por ter um quadro tão enxuto não acredito que haja um processo de demissão, pelo contrário, a gente tem condições de à medida que renovar a frota e tornar mais  o processo da Webjet mais produtivo nos permitirá provavelmente continuar o processo de contratação que já temos hoje", disse.
SimilaridadesPara Constantino, as características similares  entre Gol  e Webjet favorecem o negócio, como o fato de as duas se dedicarem ao segmento de tarifas de baixo custo e de trabalharem  com aeronaves da Boeing.
"A Webjet tem a mesma proposta que Gol, operação enxuta, tarifas competitivas, facilitaria integração da companhia", diz.

Fonte: Aqui

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Gol anuncia negociação com Webjet


A Gol informou nesta sexta-feira (8) que está em tratativas com a Webjet, sem especificar qual seria o teor das negociações. Desde o início da tarde, rumores dão conta de que a empresa aérea, a segunda maior do país, estaria negociando a compra da concorrente.

Os rumores impulsionam as ações da Gol. Por volta das 15h, os papéis preferenciais da companhia registravam alta de 4,40%, a R$ 19,94. No mesmo horário, o Ibovespa, principal indicador da bolsa paulista, caía 1,19%.

A Webjet pertence ao empresário Guilherme Paulus, acionista minoritário, fundador e presidente do conselho de administração da operadora de turismo CVC. Paulus é o único acionista da Webjet. Em janeiro do ano passado, o empresário vendeu participação de 63,6% da CVC para o grupo norte-americano Carlyle.

Empresa resultante
A Webjet é a quarta maior companhia aérea do país, com 5,16% do fluxo de passageiros em voos domésticos em maio, segundo a Agência Nacional de Aviação Civil. A Gol, a segunda maior empresa brasileira, teve 35,39% da demanda doméstica em maio. Juntas, as duas empresas responderam por 40,55% do mercado brasileiro.

Mesmo com a união das duas companhias, a empresa resultante não ultrapassaria a Tam, que ficou com 44,43% do mercado nacional em maio.

A Webjet interessaria à Gol, entre outros motivos, por causa dos horários de pouso e decolagem (slots, no jargão do setor) em aeroportos que já estão com sua capacidade no limite, como o Aeroporto Internacional de Guarulhos (Cumbica) e Santos Dumont, no Rio.

A negociação da Gol com a WebJet ocorre depois que a TAM, líder no mercado brasileiro e que está em vias de se fundir com a chilena LAN, anunciou em março a compra de 31% da Trip, sexta maior empresa do setor no país, reforçando sua atuação em mercados de média densidade de passageiros.

Leia a íntegra do comunicado:

"Fato Relevante
GOL Anuncia que está em Tratativas com a Webjet
São Paulo, 08 de julho de 2011 – A GOL Linhas Aéreas Inteligentes S.A. (BM&FBovespa: GOLL4 e NYSE: GOL), (S&P/Fitch: BB-/BB-, Moody`s: Ba3) (“Companhia”), a maior companhia aérea de baixo custo e baixa tarifa da América Latina, em atendimento às disposições da Instrução CVM n.° 358/2002 (“ICVM 358”), comunica aos seus acionistas e ao mercado em geral que está em tratativas com a Webjet Linhas Aéreas S.A (“Webjet”) e que, havendo qualquer Fato Relevante necessário, este será anunciado ao mercado."


A informação de que o negócio será realizado foi divulgada pela "Aero Magazine", publicação voltada ao segmento aeronáutico.

Valorização
De acordo com a analista de investimento da corretora SLW, Rosângela Ribeiro, a alta é um movimento atípico, já que os papéis da companhia, avalia, estavam desvalorizados nos últimos dias.

"As ações da Gol estavam muito baratas, excessivamente descontadas. Por isso que, mesmo sem a confirmação do negócio, sem saber se comprou mal ou bem, de onde a Gol vai tirar o dinheiro, o mercado já está subindo porque era a justificativa que faltava para valorizar a ação”, diz a analista.

(Com informações do Valor Online e da Reuters)

Fonte: Aqui